Mateus Müller

O carinha do Linux

27 Feb 2021

O Guia do Debian para Iniciantes

O pessoal que me segue lá no Instagram sempre tem muita dúvida e muitas perguntas com relação ao Debian que é o meu sistema principal (e único também), então decidi fazer um post compilando algumas informações e também já respondendo algumas dúvidas sobre o mesmo. Espero que seja de grande valia! Ah, e não esquece de deixar aquele comentário para fortalecer :)

O meu objetivo aqui é falar um pouco mais sobre o Debian em si, porque eu gosto tanto dele, e ao mesmo tempo te ensinar pequenas tricks para você tirar o maior proveito do sistema operacional.

O foco não será em ficar somente clicando na interface gráfica, até porque não estaríamos aproveitando tudo o que o sistema tem para nos oferecer.

Um pouquinho de história?

Em setembro de 1991 o Kernel Linux foi publicado pela primeira vez pelo nosso idolatrado Linus Torvalds, e você continua tendo acesso à ele aqui.

Muitas pessoas começaram a colaborar com o projeto e acharam muito interessante a ideia…

Com o passar do tempo, o processo de instalar um Linux se tornou extremamente cansativo. Isso envolvia compilar o Kernel, e somente depois disso, instalar ferramentas como o GNU core utils que traria ferramentas como o ls, cat, mv, etc. Era um processo demorado.

Neste meio tempo, o Linux começou a ser usado em universidades para fins de aprendizado e houve a necessidade de automatizar esse processo de instalação. Ninguém queria perder horas lá compilando coisa. Imagina instalar isso em umas 50 máquinas de um laboratório? Tenso…

Houveram várias tentativas e projetos para automatizar isso, porém, não foram adiante. Isso porque a quantidade de trabalho para manter era imensa.

Foi então que em 1993 surgiu um carinha chamado Ian Murdock.

Esse cara veio com a seguinte ideia… Se o desenvolvimento do Kernel Linux é descentralizado, por que o desenvolvimento de uma distribuição também não pode ser? Foi então que começou o movimento para criar o Debian.

Mas Ian Murdock não queria somente desenvolver uma distribuição. Ele queria criar uma cultura dentro disso. E algo que o Debian trás muito forte consigo é: Entender e resolver problemas de forma paciente, pesquisando uma solução sólida e duradoura. Ninguém do projeto faz algo meia boca. Todo mundo se dedica de corpo e alma para entregar um negócio estável e que vai funcionar.

E foi então que surgiram milhares de interessados em fazer algo sério e começaram a desenvolver o Debian.

E você pode se perguntar, por que o nome Debian? É a junção do nome da esposa dele, Debra, com o seu nome, Ian.

Em 1996, Ian Murdock se aposentou do projeto Debian e passou o bastão para um cara chamado Bruce Perens, que trabalhava na Pixar naquele tempo.

Curiosamente, todas as distribuições do Debian tem nome de personagens do Toy Story por causa dele.

Atualmente temos:

  1. Debian Stable (Buster).
  2. Debian Testing (Bullseye).

Digita “buster toy story” no Google que você vai entender.

Vantagens de usar o Debian

Essas vantagens são meramente da minha visão sobre o projeto.

1. Estabilidade ou Instabilidade.

Você escolhe.

O Debian te dá a opção de usar o Debian Stable que é solid like a rock como eles gostam falar. Consequentemente, você terá pacotes bem menos atualizados, e possivelmente um Kernel bem mais antigo. Acredito que ainda esteja na versão 4.X.

Mas também é possível usar o Debian Testing que trás os pacotes mais atualizados. Geralmente vem atualizações semanais, diferente do Debian Stable que não é sempre.

Ah, e ainda tem o Debian Unstable que é um rolling release, mas acho um pouco perigoso rsrs.

2. Use a versão por um longo período de tempo.

O Debian não tem uma frequência de atualização grande, muito menos prazo. Lembra que falei que eles costumam ir muito afundo na resolução de problemas? Pois é! Isso é uma grande vantagem na minha visão.

Há distribuições que a cada 6 meses tem uma release nova. No Debian não tem prazo, eles lançam quando tem certeza que tá tudo certo. Isso pode demorar 2 anos, 3 anos… Então você fica tranquilo usando a sua distribuição por um longo período e sempre recebendo atualizações.

3. Funciona em qualquer arquitetura

Dá só uma olhada aqui na quantidade de processadores diferentes que o Debian suporta. Na maioria dos casos usamos um AMD64, mas ele funciona várias outras, inclusive o ARM usado nas plaquinhas de Raspberry Pi (daí a criação do Raspbian).

E isso é um valor do projeto também, de dar a liberdade e a possibiliade de usar em qualquer hardware que seja.

4. Maior distribuição mantida pela comunidade

No Debian não existe nenhuma empresa por trás, e não que isso seja ruim, mas pensa que maneiro você usar algo mantido apenas por desenvolvedores que trabalham em conjunto ao redor do mundo em prol de comunidade.

Existem outras distribuições assim? Com certeza, mas o Debian de longe é a maior.

5. Pacotes criados para o Debian

Você já deve saber que existem muitas distribuições que são baseadas em outras. Por exemplo, o Ubuntu é baseado no Debian. O Linux Mint é baseado no Ubuntu.

E conforme isso vai ocorrendo, algumas distribuições reusam pacotes criados por outras distribuições, e que pode ser ruim.

Se você precisar debuggar, pode não saber nem de onde está vindo o pacote. E o Debian disponibiliza cada pacote que ele mesmo testa, cuida e armazena. Isso é legal.

6. Free Software first!

O Debian dá prioridade total para free software, aquele que não infringe a liberdade do usuário. Se não souber o que é free software, dê uma lida nesse post.

Quando você instala o Debian padrão, pode ter certeza absoluta que só vai ter no repositório original o que é free software. Nada de software de código fechado. Nem bibliotecas. Tudo é 100% free.

Para o usuário isso nem sempre é bom, visto que precisamos de alguns programas que tem outro tipo de licenciamento… mas aí é só configurar os outros repositórios de software para ter esses programas.

7. Fucking 28 anos de história

Quer usar uma distribuição com 5 anos de vida? Boa sorte, eu uso uma com 28.

8. Não precisa de conexão com a Internet

Nós vivemos em uma realidade onde o acesso a Internet é mais fácil, mas não é assim em todos os lugares.

O Debian te dá basicamente duas opções: netinst e a imagem full. Na netinst, todos os pacotes serão baixados direto do repositório do Debian durante a instalação, enquanto a imagem full contém tudo que é necessário pro Debian rodar.

Então a pessoa pode facilmente baixar a imagem full e instalar depois em casa sem conexão com a Internet.

9. Agnóstico com relação a interface

Há distribuições que limitam qual interface gráfica o usuário pode usar. Muitas vezes com apenas uma opção somente.

O Debian é totalmente agnóstico quanto à isso. Quer usar GNOME? KDE? Cinnamon? XFCE? LXDE? Mate? Vai fundo.

E bom, isso é o que consigo pensar de vantagens agora.

Debian Stable vs Debian Testing

E sempre fica aquela dúvida, qual Debian devo escolher?

Eu também sou um usuário final, afinal eu trabalho e estudo no Debian. E como todo bom usuário, gosto de ter os pacotes atualizados, libs mais novas para poder instalar os programas mais atuais e mais opções de pacotes.

Então, se você se identifica com o que falei acima, vá de Debian Testing. Apesar de ser testing, é mais estável que muita distribuição que vemos por aí.

Outro ponto é que o Debian roda muito bem em servidores Linux, e eu recomendaria fortemente o uso do Debian Stable para esses casos. Instala sem interface gráfica que vai dar bom.

Qual interface gráfica escolher?

Agora que o Debian te dá muitas opções, fica sempre aquela dúvida… Mas qual interface eu devo escolher? Bom, eu vou expor aqui as minhas três opções, uma para cada perfil.

GNOME

O GNOME é indiscutivelmente uma das interfaces mais utilizadas, se não a mais. Distribuições como Pop OS e Ubuntu rodam 100% em GNOME.

Ele tem um design único, e quem gosta, gosta muito! Se tu quer algo que não seja parecido com nenhum outro sistema operacional e que seja muito elegante, é uma ótima opção mesmo.

A desvantagem é que ele realmente vai te exigir um hardware legal. Se tu tiver um disco mecânico de 5400RPM e menos de 6GB de RAM, eu não recomendaria usar o GNOME.

Eu realmente me preocupo muito com o desempenho, acho que precisa ser algo fluído. E no momento que você tem um hardware fraco, o GNOME vai dar aquele lagging sim.

KDE

O KDE é a interface que eu uso, então se você viu os meus stories no Instagram ou alguma foto no feed e quer deixar seu desktop igual, essa é a interface gráfica correta.

Particularmente eu gosto dela por três motivos principais: Ela é altamente personalizável, mais leve que o GNOME e tem esse estilo mais minimalista e prático.

E quando eu digo personalizável, é um nível absurdo. Tem uma infinidade de temas, ícones, widgets e por aí vai…

E só um detalhe: O nome correto na verdade é Plasma. Mas enfim, KDE, Plasma ou KDE Plasma é tudo a mesma coisa.

XFCE

Agora, se você tem um hardware mais fraco, o XFCE é a melhor opção. É uma interface sem muita firula, porém, ainda bastante personalizável.

Ela é bastante leve. Usei por bastante tempo o Debian XFCE no meu notebook com 4GB de RAM e um disco mecânico. Era bastante responsivo.

E claro, existem outras interfaces, mas acredito que essas três cobrem a maioria dos casos de uso.

Onde baixar?

O problema já começa aqui para os iniciantes. Para você encontrar a imagem do Debian Testing não é tão objetivo no site.

Aqui é o melhor lugar para você baixar as imagens.

Logo de cara você vai se deparar com três links principais.

Official CD/DVD images of the “stable” release

Aqui é onde você vai baixar o Debian Stable.

Unofficial CD/DVD images for “stable” with non-free firmware included

Lembra que eu falei que o Debian foca somente em free software no repositório principal? Durante a instalação você pode ver alguma mensagem relacionado a falta de firmware, geralmente para placa wireless ou algo do gênero.

Ou seja, quando terminar a instalação, a placa wireless não vai estar funcionando e você vai precisar instalar manualmente.

Para contornar esse problema, foi criada essa imagem de instalação com os firmwares non-free, criados pelas próprias empresas que fabricam o hardware. É uma ótima opção para evitar esse tipo de problema e já ter tudo funcionando.

Official CD/DVD images of the “testing” distribution (regenerated weekly)

E como você já deve ter notado, aqui você vai baixar a imagem de Testing.

Clicando nesse link, o repositório vai te mostrar as opções de arquitetura do processador. Se seu processador é um Intel ou AMD normalzão, provavelmente a arquitetura será AMD64. Clique nele.

Depois você verá todas as opções de .ISO. Há duas principais:

  1. iso-cd/ -> Imagem entre 300mb-400mb que vai instalar somente o básico do sistema e o resto vai baixar durante a instalação. Ideal para quem tem conexão de internet, e particularmente eu prefiro. Se seu notebook tem somente placa wireless, pode haver problemas porque ela não vai funcionar durante a instalação (provavelmente).

  2. iso-dvd/ -> Essa é a imagem completa com todo o sistema operacional contido. Se você não tem conexão de internet, essa seria a melhor das opções.

Clique na opção desejada e você verá as .ISO disponíveis. Clique em cima que o download será iniciado (por exemplo debian-testing-amd64-netinst.iso).

Como criar uma ISO do Debian?

Para criar um pendrive bootável, você só precisa de um software que grave a imagem .ISO no pendrive (recomendo no mínimo 8GB se for o Debian Testing na imagem full).

Se você usa Windows, recomendo o Rufus.

Se você usa Linux, recomendo o balenaEtcher.

E depois veja esse vídeo que eu te ensino nos mínimos detalhes a instalar um Linux em UEFI:

Planejando o particionamento

Essa é uma parte essencial, principalmente se você quer ser um usuário um pouco mais avançado.

É importante que, antes de tudo, você entenda como funcionam os diretórios no Linux. Veja esse vídeo para entender um pouco mais sobre o File System Hierarchy.

No momento que você entender isso, tudo vai ficar mais claro. Basicamente, podemos separar o nosso FHS em diferentes partições totalmente isoladas.

O diretório mais importante para separar é o /home que é onde vai ficar a pasta do usuário com todos os Downloads, Documentos, Fotos, etc. Isso ocupa muito espaço, então faz sentido usar a maior parte do disco nele.

Não existe uma regra específica, então recomendo deixar uma certa porcentagem pra raíz, que é onde ficarão os programas instalados. Mas também não tão pouco a ponto de estourar e você não poder mais instalar nada.

Um padrão relativamente legal é:

  1. 70% do disco pro /home.
  2. 30% do disco pro /.
  3. Mais ou menos 2GB para swap (importante ter pelo menos um pouco).
  4. 128MB para a partição EFI (/boot/efi).

Claro que 30% de um disco de 1TB é muita coisa, então pode variar. Estou falando meio que em termos gerais.

Entendendo isso, quando você instalar o /home separado e algum dia quiser formatar o sistema, basta formatar o / e seus arquivos ficam intactos no /home. Isso é bem legal.

Obviamente, isso não anula a necessidade um back-up antes né!!

Veja esse vídeo para entender o processo:

Dá para usar o Debian em dual boot?

Dá sim! Veja abaixo um artigo que fiz pra você que já tem o Windows instalado e quer colocar um Linux para testar:

O básico de linha de comando

Sinceramente, se você quiser realmente entender o Debian mais por “baixo dos panos”, é imprescíndivel conhecer um pouco sobre a linha de comando, principalmente editores de texto como o Vim ou Nano.

Desculpa o jabá, mas vou deixar aqui uma recomendação barata e efetiva para aprender mais sobre Linux, se assim desejar:

E se quiser aprender sobre o Vim especificamente, dá uma olhada nesse conteúdo que eu preparei:

Sabendo editar arquivos na linha de comando, você pode ir pro próximo nível e entender mais sobre o gerenciamento de pacotes e como todo esse fluxo funciona.

Como instalar programas no Debian?

Eu não consigo te recomendar um vídeo melhor se não esse aqui:

Nele você vai entender os comandos de update e upgrade, porque editar o sources.list e assim por diante…

Quebrei meu sources.list! O que fazer?

Como eu até mostro no vídeo acima, use um sources.list generator para gerar o arquivo correto.

Depois é só substituir pelo novo. Até recomendo fazer uma cópia do antigo.

Exemplo:

$ sudo mv /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.old

$ sudo vim /etc/apt/sources.list

Cole o conteúdo gerado e atualize o repositório com sudo apt update.

ERRO: Quebrei a interface gráfica

Pode acontecer de um belo dia você tentar logar no seu sistema e ele simplesmente não passar da tela de login. E isso é até comum rsrs.

Nestes casos, ainda mais se estiver com pressa, a melhor opção é instalar outra interface gráfica. Aí voltamos a importância de conhecer a linha de comando, além do Debian te dar essa liberdade de usar qualquer interface.

Na tela de login, pressione CTRL+ALT+F1. Possivelmente você vai se deparar com um terminal Linux. Chamamos isso de TTY.

E isso funciona para o F2, F3… Cada uma com uma TTY diferente.

Nesta tela, faça o login normal com seu usuário e rode o seguinte comando:

$ sudo tasksel

Marque alguma das outras interfaces e instalação será iniciada.

Outra opção é instalar diretamente pelo apt:

$ sudo apt install task-kde-desktop
$ sudo apt install task-gnome-desktop
$ sudo apt install task-xfce-desktop

Reinicie o equipamento e na tela de login altere para iniciar com a nova interface gráfica. Possivelmente você terá o problema resolvido momentâneamente.

ERRO: Kernel atualizou e nada funciona mais

Eu uso um Dell XPS 13 de 2020, então o hardware é bastante novo. Tive problema com o bluetooth que só funcionava no Kernel 5.8, e conforme o Debian foi transicionando para o Kernel 5.9, nada mais funcionava.

Então eu tive que “trancar” meu Debian para usar apenas o Kernel 5.8. E mais do que isso, garantir que o Debian não removesse a versão 5.8.

Vão aqui duas dicas:

  1. No Grub é possível configurar para bootar direto no Kernel 5.8, por mais que o 5.9 esteja instalado. Veja abaixo como configurar o Grub:
  1. Para travar um pacote, podemos usar o apt-mark hold.

Digamos que eu queira trancar todos pacotes com relação ao Kernel 5.7 que está instalado no meu equipamento. Primeiro, é legal mapear todos que tem relação.

$ dpkg -l | grep '5.7'

Depois use o comando do apt para trancar os pacotes um a um.

$ sudo apt-mark hold linux-headers-5.7.0-3-amd64
$ sudo apt-mark hold linux-headers-5.7.0-3-common
$ sudo apt-mark hold linux-image-5.7.0-3-amd64
$ sudo apt-mark hold linux-kbuild-5.7

Dessa forma esses quatro pacotes nunca serão removidos e você não terá mais problemas.

Mas Mateus, por que eu preciso trancar os pacotes? O Debian Testing mantém 3 versões de Kernel, e sempre que entra uma nova, ele remove uma velha. Ou seja, chegaria o momento que essa versão seria removida se não estivesse em hold.

ERRO: Esqueci a senha do meu usuário no Debian

Em algum momento da sua experiência com Linux, você vai esquecer a senha.

Se isso acontecer e você não tiver nenhum outro usuário que pode ser usado para recuperar, veja o vídeo abaixo:

Basicamente, você vai aprender a interceptar o Grub e ganhar acesso de administrador.

Dessa forma você pode rodar o comando passwd para trocar a senha e vida que segue.

Aproveitando o acesso de administrador você também pode desfazer qualquer coisa errada que tenha feito.

Novamente, a importância de saber a linha de comando.

ERRO: Meu Debian não boota! Como Recuperar os dados?

Se o seu sistema corrompeu total e sua prioridade são os dados, eu recomendo cria um pendrive bootável com qualquer distribuição que rode em Live CD. O Ubuntu é uma delas.

Depois é só acessar o sistema de arquivos (se não estiver 100% corrompido) e correr pro abraço.

Nesse vídeo eu explico todo o processo:

Quer ir além? Logs e Shell!

Eu costumo dizer que o que separa um usuário médio para um usuário avançado é a habilidade de resolver problemas e automatizar tarefas com Shell Script.

Para isso, sugiro dar uma olhada nesse vídeo:

Além disso, pesquise sobre o journalctl, dmesg e /var/log/.

Um arquivo de log é basicamente um arquivo de registro do que está acontecendo no sistema. Ou seja, você pode estar enfrentando um problema específico, como por exemplo um programa fechando. Isso não te dá nenhuma mensagem ou dica do que está acontecendo.

Mas por trás dos panos, o Linux está gravando tudo o que está fazendo nos logs. Assim você pode ler o log, ver o erro, entender o problema e buscar uma solução muito mais assertiva.

E depois disso, recomendo estudar um pouco de Shell Script também, a linguagem de programação do Linux. Se você souber um pouco de lógica e linha de comando, vai ser muito mais fácil aprender Shell.

Vou te dar um exemplo! Veja esse projeto que eu desenvolvi junto com o Dionatan (Diolinux) para uma pós-instalação de um sistema Linux Mint.

Depois de instalar, é só rodar o script e tudo já sai funcionando por padrão. Olha quantas portas abrem para você automatizar.

Aqui tem mais um exemplo de script que fiz para back-up automático no HD externo:

E claro, se quiser um conteúdo um pouco mais estruturado, eu tenho um curso de Shell que você encontra aqui.

Espero de coração que essas dicas ajudem no uso do Debian, e qualquer dúvida, só comentar :)

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